quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Who's Jack?!



DJ Jack é um dos principais nomes do Trance no Brasil.

DJ e produtor, Jack começou sua carreira a 14 anos. Em 2000 foi finalista do primeiro capeonato brasileiro de DJs (Space Jungle – Hypnotic) e em 2004 foi um dos 12 brasileiros classificados para o campeonato mundial de DJs promovidos pela Heineken no Brasil. Já foi convidado para ser residente do projeto Supernova realizado no Club Lov.e já tocou ao lado de nomes como Armin Van Buuren, Marcel Woods, George Acosta, dentre outros.

É colaborador do site Rraurl (maior portal de música eletrônica da américa latina) e da revista Breatz. Ganhou um programa na Pure DJ que é uma das maiores webrários da Holanda e foi convidado para participar, em 2007, do programa "Frequencies" da di.fm uma das maiores rádios de música eletrônica do mundo.

Suas produções são executadas por grandes nomes como Marcel Woods, John O'Callaghan, Paul van Dyk, Eddie Halliwell dentre outros e ja produziu para grandes selos mundiais. Recentemente lançou sua faixa "Made In Brazil" em um selo inglês de remone e foi convidado para remixar o Airbase. Jack também foi indicado ao prêmio de "Produtor Revelção" no DJ Sound Awards 2008.

Jack também é o criador do primeiro núcleo Trance do Brasil e o maior da América Latina, o EnergyBr, que tem em seu casting nomes como Danny Oliveira, Fabio Stein e Danilo Ercole. O projeto State Of Trance que é pioneiro e referência nacional quando se trata de Trance também foi criado pelo DJ que é oraganizador e residente do evento.

Seus set's possuem uma combinação bem eufórica influenciados pelo progressive e trance europeu.

Para saber mais sobre o DJ que estará presente na City Of Trance realizada na Madrre dia 11 de Outubro(próximo sábado) e baixar alguns de seus sets, confira sua home page http://www.dj-jack.net/ e http://www.myspace.com/djjackbr


Abaixo, vídeo do Jack numa edição da State Of Trance:



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Resenha After Madrre (04/10)


Um novo conceito de festa em Salvador. Foi com essa idéia que deu por iniciada a festa After Madrre que acontecerá todos os sábados na boite Madrre.

Em sua estréia, começando por volta das 5h da manhã, Enrico Masiero abriu a pista num set crescente em bpm. Começou em "low bpm" com timbragens fortes e subiu atingindo um pico quando a pista elouquecida gritava a acompanhava as partes mais melódicas do Trance. Despois o set voltou a baixar e preparar a entrada de Santz que começou "pancando" a cabeça da galera.

Por volta das 6h30min Santz abre seu set na linha minimal e o público não arredava o pé, mesmo sendo dia de eleição. A impressão que se tinha era que quanto mais o tempo passava, mais as pessoas tinham vontade de ficar mesmo muitos estando na casa desde a festa anterior (Gui Boratto).

Sábado que vem tem mais! Dessa vez após a Mega City Of Trance e com a participação do novato Fernando Petersen e os residentes Santz e Enrico Masiero.
M Fernando

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Resenha Gui Boratto (04/10)


No último sábado, 4 de outubro, um dos maiores DJs e produtores, Gui Boratto, fez uma fenomenal apresentação na boite que mais tem investido em Salvador, a Madrre.

"O DJ mais esperado do ano" - como foi o slogan da festa - fez jus a espectativa. Logo cedo as pessoas já se aglomeravam na porta para começar a entrar e antes mesmo de Santz abrir a pista já se tinha um público considerável dentro da casa.

Santz abre a pista seguindo a linha progressiva e minimal dando lugar a Dj Gabo que fez o WarmUp na linha minimal-tech passando também pela linha progressiva até a entrada da atração mais esperada da noite.

Por volta das 2h40min Gui Boratto abre seu set. Tocando ao vivo (Live!) mostrou destreza e domínio no que estava fazendo mesmo sendo bastente assediado para tirar fotos. Seguindo sua linha, Boratto conseguiu reter a atenção do público extraindo gritos e aplausos das pessoas que não conseguiam ficar parada. Pessoas aglomeravam o camarote para ver de cima o que Boratto fazia e como ele estava fazendo. Houve ainda aqueles que estavam estáticos apreciando o som viajante do produtor. A festa ainda contou com a presença de nomes reconhecidos da cena soteropolitana, que normalmente estam tocando, dessa vez estavam na pista para apreciar o DJ/produtor.

Por volta das 4h15min, Gui Boratto encerra sua apresentação de mais de 1h30min de duração com sua produção Beatiful Life, uma das mais conhecidas, e era notável a espectativa do público pela track devido aos aplausos e a quantidade de pessoas que ainda estava presente na casa na hora de sua execução. Santz volta a cabine e lá permanece até a abertura da segunda festa da noite, o After Madrre, que começou as 5h.

Sem dúvidas foi uma das melhores festas que a Madrre proporcionou ao seu público! Todos os set's da noite foram muito bem executados mantendo movimento na casa.

M Fernando

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

[ENTREVISTA] Gra Ferreira


A Graciane Ferreira dos Santos a.k.a DJ Gra Ferreira passou sua infância na periferia da capital e adolescência no interior. Batalhadora, trabalhou no interior em Saúde Pública e foi modelo por um tempo em São Paulo. Hoje é residente de uma casa noturna em São Paulo (The Week) e é saudada por milhares de pessoas, especialmente o público GLS.

A DJ cedeu ao Informe Eletrônico uma entrevista nos contando o porque de ter virado DJ, se teve dificuldade, as vantagens de ser mulher e um pouco do seu trabalho:


Informe Eletrônico:
Quando você decidiu ser DJ e por quê?
Gra Ferreira:
Na verdade, nunca havia pensado em ser DJ...mas depois que comecei a trabalhar na noite, no caso a The Week, depois do meu horário de porta, ia direto prá pista prá ver os djs da casa (João Neto, Renato Cecin e Pacheco) e ficava maravilhada com o que eles faziam e a partir daí, comecei a me interssar por música e pela profissão, mas a decisão de começar a tocar veio muito tempo depois e com o incentivo do Marcelu Ferraz, meu companheiro de porta e amigo há mais de 8 anos. O começo, como o de todo mundo, foi difícil, mas aos poucos fui aprendendo mais, me aperfeiçoando mais e conhecendo mais o mundo de música eletrônica. Hoje amo o que faço e agradeço todas as oportunidades que tive de chegar onde estou mas mesmo assim ainda é começo, falta muito para aprender ainda!

I.E:
Quais as maiores vantagens e desvantagens de pertencer a uma cena ampla e concorrida como a de São Paulo?
Gra Ferreira:
O fato de estar na cena de São Paulo só me trouxe vantagens...nunca tive nenhuma "desvantagem" por causa disso. Aqui tem inúmeras festas, muitos contatos e um público bem fiel. E graças a Deus, por estar aqui, é que outras portas se abriram para mim, como por exemplo, Salvador, que é a primeira vez que estarei tocando na cidade à convite da Off Club...

I.E:
Você já se sentiu discriminada alguma vez por ser mulher numa profissão predominantemente masculina?
Gra Ferreira:
Não. Eu acredito que mesmo sendo uma profissão predominante masculina, todo mundo tem seu espaço e tem que correr atrás para se manter na cena e é o que procuro fazer constantemente. Pesquisar, me atualizar, estar sempre sintonizada com tudo. Hoje, eu até acredito que o fato de ser mulher me ajuda bastante pois além de me preocupar com o set tenho ainda a preocupação com meu visual e isso se torna um conjunto na hora da minha apresentação...

I.E:
A sua pesquisa é baseada em quê?
Gra Ferreira:
Meus sets são construídos com base no eletro e tribal, portanto procuro sempre pesquisar coisas atuais, remixes antigos repaginados, músicas que tenham a vibe lá em cima, pois é isso que gosto de ver...a pista fervendo numa vibe ótima, independente de estar fazendo um set "leve" ou "pesado".

I.E:
Algo especial para a Off Club ou o estilo dos seus sets se encaixam bem no estilo da casa?
Gra Ferreira:
É a primeira vez que irei me apresentar na Off...e confesso que estou muito ansiosa, até porque, não conheço Salvador...será a primeira vez em tudo! Agradeço à equipe da Off por me dar essa oportunidade e espero que consiga agradar!


A Gra Ferreira fará uma apresentação na OFF CLUB dia 10 de Outubro em comemoração do 9º Aniversário da casa às 23h30min. Ao seu lado, no comando dos decks, estarão os DJs André e Marcinha. A entrada custará R$20,00 mas os interessados podem preencher um formulário no site http://www.offclub.com.br/ e adquirir um desconto para pagar apenas R$15,00.





Júlia Galvão (Gema Carioca Music) e M Fernando

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Salvador Agora Tem Um AFTER

Depois do After All que acontecia no final do ano passado, os adeptos da música eletrônica ficaram sem ter para onde ir no final da madrugada. Pensando nesse "problema" os DJs Enrico Masiero e Santz resolveram bolar juntamente com a Madrre o AFTER MADDRE que acontecerá todo sábado a partir das 04h. O projeto ainda visa convidar DJs reconhecidos e alguns nomes da nova geração. Para maiores informações acesse o BLOG, o PERFIL e a COMUNIDADE do evento.

Segue a programação de OUTUBRO:





Aos amantes da Música Eletrônica Todo sábado a boate Madrre abre o piso superior de sua casa para os clientes que queiram prolongar sua noite até a chegada da manhã. Com a ideia e o espirito do UNDERGROUND, os DJ's Santz e Enrico Masiero, criaram uma proposta aos dirigentes da MADRRE.
A idéia é convidar DJ's locais conceituados na cena da e-music baiana e alguns nomes da nova geração que vem ganhando destaque. A cada 15 dias, teremos um DJ convidado de diferentes vertentes: Minimal , Progressive , House , Electro , Trance , Breakz...
Mas lembrando que TODO Sábado o After acontece com os DJ's SANTZ e ENRICO MASIERO.
O AFTER terá início as 4h da manhã de cada sábado , e não terá hora para acabar. Os clientes que estiverem na casa , poderão curtir o AFTER MADRRE, e aos clientes que chegarem as 4h, pagarão apenas R$10 de entrada.
Esperamos assim, fazer com que suas manhãs de Domingo sejam mais alegres e com muita Música Eletrônica.

[NOTÍCIA]Bob Sinclair em Salvador


O DJ francês, Bob Sinclair, desembarca em Salvador para uma única apresentação, dia 29 de novembro. Trata-se de uma festa exclusiva, como parte da divulgação do Bloco Salvador 2009 organizada pela Premium Entretenimento. Christophe Le Friant, seu nome original, é um dos DJs mais populares na Europa e autor das tracks World Hold On e Love Generator que estouraram em todo o mundo.

Crédito: Danilo Santana


Erratas publicada 12/11/08:
*"Bloco Salvador 2009" leia-se "CAMAROTE Salvador 2009"
*"Love Generator" leia-se "Love GENERATION"
* No site do DJ constava "Bahia Othon Palace" mas o evento irá acontecer no "BAHIA CAFÉ HALL"

Agradecemos a colaboração e a compreensão!

Informe Eletronico!


13/11
Mais Informeções:
http://informeeletronico.blogspot.com/2008/11/confirmado-bob-sinclar-no-bahia-caf.html

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Resenha City Of trance Vol.6 (26/10)


Clima de PVT, público de PVT e uma festa de ótima vibração. A ausência do público na última edição da City Of Trance não inibiu os profissionais de comando. O fato da festa não ter enchido tem explicação em fatos ocorridos na quinta edição(não divulgados porém notados pelo público) e de ser dia de sexta-feira.

Mascotto entra nas próximidades de 00h com uns electros pesados. O público presente já estava começando a ter noção do que estava por vir ao seus ouvidos.

Logo depois entra o B2B esperado pelos presentes. Dj Enrico Masiero e Santz, em regime de "toma-lá-dá-cá" desceu a mão e fizeram um dos sets mais pesados em City Of Trance. O público presente delirou! Foi o momento que a casa esteve mais cheia e pessoas da festa de cima começaram a descer para presenciar o que estava acontecendo e que vibração era aquela. A combinação Tech, Minimal e Prog nas vertentes Techno e Trance simplesmente surpreendeu. Foi de opinião geral o "peso nos ouvidos" e era o que o público mais pedia em outras edições.

Fernando Petersen entrou em seguida mantendo a linha. Não aliviou no peso e fez um set de clássicos e músicas de gosto do pessoal que estava presente. Certamente os amantes do Trance sentiram um "friozinho na barriga" ao relembrar de músicas que malmente são tocadas ultimamente.

A vibração não se perdeu, DJs bem a vontade tocando para uma pista conhecida. Quem não foi certamente perdeu uma ótima festa em clima de PVT e perdeu a oportunidade de presenciar um dos melhores Back To Back da capital baiana além de ter perdido uma ótima oportunidade de conhecer mais de perto a "galera COT"(como são conhecidas as pessoas que participam ativamente da festa).

A próxima edição está marcada para dia 11/10, dessa vez na Madrre e com atração de peso, Dj Jack, um dos principais nomes no Trance brasileiro.

M Fernando

Resenha Fever Lab Party (27/10)


JRS, grande nome da House Music soteropolitana, abriu a noite de forma brilhante e levou aos Offeiros um novo conceito sobre House: Soulfull. Estranhando ou não, a pista respondeu dançando até a chegada do dono e residente da festa, DJ Oliver Jack.

Com a cabine dominada pelo DJ que melhor conhece a pista da Off Club, a alegria foi geral, embora mais fria do que em outras edições da festa. Alguns pontos altos, como a execução do remix de Rehab, de Amy Winehouse e a (sempre) Touch My Body, de Mariah Carey. O set já tinha passado pelo Club House e um pouco de Electro quando o DJ lança sua super pesquisa de Tribal Progressivo e, para a minha surpresa, a pista responde bem... Marcado pelo “crescimento” da música com a inserção de novos elementos a cada virada, o Tribal Progressivo é também famoso por, na mioria dos casos, não apresentar vocal – o que representa perigo para a pista GLS tão amante dos gritos de Britney e Mariah. Tribal conceitual interrompido por Tribal comercial e eis que surge Pink, sempre muito querida pelos fãs do pistão.

Dando continuidade à festa, Duda Bueno assume a pista (ainda cheia às 4:00h) e abre o set com Rise Up – os gritos de sempre deixam claro que alí há de tudo, menos cansaço.

Está consumado o sucesso da Fever com o público da Off. A festa completou dois anos neste final de semana, dos quais um inteiro passado na Off.

Destaque para a presença dos Gogo Boys que reúnem uma fila de homens e mulheres ansiosos por um lance mais ousado, o que, desta vez, foi muito bem atendido. E mais um destaque para a iluminação da casa, sensivelmente melhorada pelo atual (e novo) LJ.

Júlia Galvão (Gema Carioca Music)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Encontro de Malabares, Arte e Cultura

(Clique na Imagem para Ampliá-la)


Os Encontros de Malabares (como eram chamados) nasceram em 2007 da vontade e da necessidade dos malabaristas de Salvador e simpatizantes da arte em se encontrar para treino e prática. Realizados pela Malabares Mágicos, possuiam então um caráter informal e proporções pequenas e eram realizados semanalmente. Com o aumento do número de participantes (as últimas duas edições tiveram um público de mais de 1000 pessoas), os Encontros ganharam dimensões cada vez maiores e os malabares passaram a interagir com outras formas de arte, como música, teatro, artes visuais. A praça continuou a ser o seu local de execução e o evento passou a ser realizado periodicamente, caracterizando-se como uma reunião festiva e gratuita de malabaristas, palhaços,artistas, homens, mulheres e crianças.

Este é o sexto Encontro neste formato atual e é a partir desta edição que ganha o nome "Encontro de Malabares, Arte e Cultura", visto que a diversificada presença das linguagens artísticas no evento transcendeu a proposta inicial. A programação dos Encontros possui espaços para apresentações de malabares, circo, teatro, dança, música e poesia, pintura em rosto e em tecido para crianças e adultos, oficinas, vendas de malabares e treino de malabarismo e pirofagia.

Hoje, o projeto possui os objetivos de fomentar a prática do malabarismo em Salvador e a troca de conhecimento entre os artistas e simpatizantes, estimular a produção e a valorização da arte de rua e proporcionar à comunidade o acesso à cultura e arte, tanto como espectadores quanto atuantes.

O evento não possui fins lucrativos e a Malabares Mágicos não possui qualquer tipo de apoio para realização do projeto. Os custos são inicialmente cobertos pela equipe, o que impossibilita uma maior frequência das suas edições (são realizados Encontros bimestrais ou trimestrais) e melhoras na sua infra-estrutura, como a necessária implantação de banheiros químicos (solicitados e até então negados pela Prefeitura de Salvador).

O próximo Encontro de Malabares, Arte e Cultura acontecerá neste sábado dia 27 de Setembro na praça da Rua Osvaldo Cruz (Rio Vermelho) com apresentações de bandas, djs, palhaços, mágico, acrobacia, tecido e malabares, oficinas de malabares e alongamento, pintura em rosto e em tecido, vendas de comidas, bebidas, roupas e malabares, muita arte, cultura e fogo!Estão todos convidados!

Em Raves, mais especificamente festas de Psy a céu aberto, é muito comum ver esse tipo de arte que dá um "toque especial" nas festas. Acreditamos até que o aumento de interesse na arte circense tenha ocorrido devido a popularização das Raves na cidade. Em eventos de local fechado(boites) é menos comum a presença de malabares mas ainda assim não é tão raro encontrar pessoas "brincando" com seu "equipamento de arte" entre as 4 paredes de uma boite.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Programação da Off Club (Outubro)

A Off Club, uma das principais casas noturnas da cidade, acaba de divulgar sua programação para o mês de outubro.
O Informe Eletrônico tráz para vocês a grade completa, confiram!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Conheça um pouco sobre GOA!

Vídeo interessante que vi la no psicodelia.org, mostra um pouco da cultura de Goa e o que rola por lá!



Para quem nunca ouviu falar, Goa é um território autônomo no oeste da India, governado pelo monarca Raja Ram desde meados dos anos 80. Aficcionados por catuaba selvagem e bicicletas, sua população é composta por 90% de imigrantes vindos de todas as partes do mundo, que ali chegaram em busca de uma vida melhor e dos ensinamentos do profeta
Goa Gil.

A economia de Goa é baseada na produção e exportação de óculos escuros, cartucheiras, malabares, pirulitos e tecidos com pinturas fluorescentes. A indústria de Goa também é referência mundial no desenvolvimento de tecnologia para mixers e CDJs.

No vídeo de hoje, vocês podem conferir os habitantes típicos da região, desenvolvendo suas atividades rotineiras em uma típica tarde de sexta-feira.

* Escrito ao som de Raja Ram

** Para saber mais sobre Goa, visite a Wikipedia

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Resenha Parada Gay (14/09 - Cp° Grande)

Um mar de gente, sol e trios elétricos fazendo ecoar música pelo centro da cidade. Um cenário de carnaval, não fosse a Música Eletrônica o hino daquela gente que se espalhava pelo Campo Grande, Avenida Sete de Setembro e Carlos Gomes no último domingo. DJ era a sigla de ordem. Entre trios de arrocha, pagode, música qualquer, os beats se faziam mais importantes e animavam a multidão. O trio da GGB abriu o desfile com a DJ Adriana Prates (Pragatecno - Salvador) e em seguida mais três, até o trio da Off Club, quinto da lista, trazendo os nomes mais ativos da cena eletrônica soteropolitana.

O DJ Oliver Jack abre o set com Rise Up, dando a entender que esta música seria, ao longo das sete horas de percurso, a música da Parada Gay de Salvador. Muito Tribal, um Electro aqui, outro acolá e tanta Club House que o que mais se via eram sorrisos no percurso.

Se gostar de música eletrônica é fácil, o cidadão baiano mostrou que dançar é mais fácil ainda. Oliver Jack entrega a enorme “pista” para o DJ Santz, que segue a linha Electro e Tribal, sem deixar muita opção para quem estava no trio, senão dançar. Minutos depois Anne Louise, que, juntamente com Marcinha Cidreira, deu um toque feminino ao trio da Off Club, abre seu set marcado pelos hits, inclusive Rise Up... Tribal? Sim, obrigada, era a preferência indiscutível do público.

Depois de Marcinha, o esperado Paulinho Agulhari. “Daquele jeito” é a expressão perfeita para definir o som do rapaz agregado ao resultado produzido pelo mesmo: pessoas ensandecidas pulando em cima e embaixo do trio elétrico.

Durante todo o percurso, Gogo boys dançavam e arrancavam gritos do público. Destaque para a Drag Pink, que animou o trio ao longo das duas avenidas. Debaixo do sol ou da luz do laser, a moça “bateu cabelo” e sorriu, garantindo o brilho e uma característica ainda mais clubber para o trio da boate Off Club.

Após todos os DJ’s convidados, o residente da boate, André Ycing, fez as honras da casa e transformou, mais uma vez, a parada em carnaval. A Multidão incansável acompanhou cada minuto do restante do percurso e se negou a largar o trio enquanto as batidas ecoavam.

Orgulho, sem dúvida, é a palavra da Parada Gay. Seja para a comunidade homossexual de Salvador, seja para o público amante da música eletrônica. E a bandeira da Paz que a Off Club levou durante todo o percurso deu mais que certo: quase meio milhão de pessoas dançando e elevando ainda mais o objetivo do trio da casa na 7ª Pride Salvador.

Júlia Galvão (Gema Carioca Music)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Resenha Pride In Off (13/09 - Off Club)

Uma noite (quase) sem Tribal na Off Club, seria assim... Pouco depois das duas da manhã o DJ residente da Bubu Lounge e Megga (SP), Paulo Agulhari, assume a cabine e, após abrir o set com Touch My Body, engata o som preferido do público da Off. Tribal para todos os gostos, em todas as velocidades, vindo de todas as partes do mundo, inclusive de São Paulo – cumprindo a promessa feita minutos antes na entrevista concedida ao Informe Eletrônico, onde o DJ comentou sobre produções nacionais (e exclusivas) que trazia no case para lançar na Pride in Off – nome dado à festa que antecedia a Parada Gay que aconteceu no último domingo.

Acompanhado pelo público eufórico que atendia aos pedidos de palmas, Agulhari marcou a noite especial que antecedia o domingo mais esperado pelo público da boate Off Club – não sem antes termos tido uma conversinha rápida, onde ele comentou sobre a passagem por Salvador em 2006 (onde fez a apresentação da Pride in Off e Trio da Off na Parada Gay) e confessa que adorou. Quanto às produções exclusivas do seu case, o DJ se posiciona: “Há muita gente boa produzindo, mas eu ainda me mantenho apenas mixando. Há modas a serem seguidas no mundo da música eletrônica e, no momento, o negócio é produzir. Eu, por enquanto, ainda não me vejo preparado”.

E por falar em preparo, o que você nos conta sobre os profissionais e “profissionais” que existem numa cena tão ampla como a paulistana? – pergunto. O DJ esbanja um sorriso tranqüilo de quem tem 32 anos de idade e toca há 20 e comenta: “É sempre complicado para quem tem mais experiência e realmente se empenha nisso, mas o mercado sabe selecionar bem quem é DJ e quem não é...” – comentários negativos a parte, saio do assunto chato e pergunto animadíssima: “Expectativas?” Paulo comenta de tudo que viveu em 2006, fala da receptividade do público baiano (o que vê como causa maior de o carnaval de Salvador vir contando com cada vez mais DJ’s em trios e camarotes) e termina: “Estou muito feliz em voltar e espero que seja tão bom quanto...” – foi quando comentou sobre as produções nacionais que trazia no case e as tantas novidades prometidas e lançadas no pistão da Off Club.

Por falar em case, destaque para o gigantesco case de Paulinho Agulhari... E não tenho como explicar o tamanho. Quem viu, certamente ouviu e entendeu por quê. A noite ainda contou com o Warm Up 100% Electro do DJ Gustavo Sann e com o set do residente André Ycing.

Júlia Galvão (Gema Carioca Music)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Parceria Oxente Salvador



O Informe Eletrônico acaba de fechar uma parceria com o portal Oxente Salvador. Nossa equipe agora ficará responsável pela atualização da sessão eletrônica do canal "Baladas" do portal que vem crescendo dia pós dia.

No portal vocês encontrarão a agenda e chamadas para as nossas matérias com a qualidade Informe Eletrônico. Não deixem de visitar nosso site, nossa comundidade do orkut para ficar mais integrado e adicione nosso perfil para receber os Informe Semanais por scrap!

É o Informe Eletrônico sempre em busca de difundir a música eletrônica na capital baiana!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Jump Up de A à Z


Na história de qualquer festa de sucesso, nem tudo são rosas. Pensando nisso nós, do Informe Eletrônico, lançamos a proposta para o DJ Bassick (que também é produtor, pesquisador, divulgador...) – de nos contar, “como numa conversa de mesa de bar” (palavras do próprio), como foi concebida uma das maiores festas periódicas de Salvador.

“Por carência!” Revela. Não se trata de chegar ao extremo e dizer que em Salvador não havia festas de Drum and Bass na época. Há um ano, mais precisamente. Trata-se apenas do bom senso de perceber que a cidade não oferecia festas de batidas quebradas que bastassem para os DJs e amantes. “...ja tinham acontecido festas como a DB pelo Pragatecno. Rolava no Havana, era muito bom.. aconteceram algumas edições... Mauro também tinha uma festa chamada D-breaks, que era no clube de engenharia. As festas eram muito boas, só que não estavam mais acontecendo!” – Que bom! A nação Drum and Bass agradece. Sim, a nação Drum and Bass a.k.a Brasil: a Jump Up rompeu fronteiras e, graças ao trabalho sólido e árduo de Bassick, a festa já é nacionalmente conhecida, tendo apresentado nomes como Patife, Andy, Lovsta, Poeck, Lui J, Chris DB, Lucky MC, entre outros – tendo sido, muitos deles, integrantes de Line Up de grandes eventos, como o Skol Beats.

Desenvolvendo cada edição, a festa se consagrou e o DJ Bassick conseguiu parceria com a DJ Sound, Essential Mag e D ‘n B Online (que acompanha resenhas da festa desde a primeira edição), e chamou atenção para veículos como o jornal de maior circulação em Salvador e programas regionais como o Soterópolis, que teve a Jump Up como matéria foco e uma de suas edições. Contando com review e fotos a cada edição, a festa ganhou conhecedores e admiradores em todo o país – fruto de muito trabalho e investimento do idealizador, sempre preocupado em agregar conhecimento e ampliar a visão dos admiradores locais, trazendo os nomes já citados para a realização das festas. Esse resultado é o melhor que se pode ter, é o que ele cita como melhor acontecimento na história da Jump Up. O fato de ter atingido olhares de fora para o seu projeto não é do que ele mais orgulha, até porque outras festas conseguiram o mesmo, mas fazer com que isso aconteça edição pós edição e saber que a Jump Up tem público fiel dentro e fora do estado é o que mais vale à pena: “a maior dificuldade não está em comprar um carro, o difícil é mantê-lo” relaciona.

A festa que nasceu de uma necessidade do DJ – “juntei a carência com a vontade de fortalecer a cena” – também coleciona passagens de “friozinho na barriga”. Muito descontraído, Bassick nos conta do dia em que esperou o DJ 3ix durante três horas no aeroporto, em plena madrugada, e ele não chegou... Só a título de informação: até hoje não se tem notícia. Comenta da passagem do Andy, que, graças ao atraso do seu vôo, chegou em cima da hora da apresentação – “essa você pode acrescentar nos medos!!!” – e finaliza dizendo que são esses momentos de frio na barriga que fazem com que ele se sinta na primeira vez, a cada edição. Lembra, ainda, do comentário do DJ Patife ao acabar seu set em uma das edições de 2008, “sabe quando vocês se sente de alma lavada?” – foi dito pela estrela do Drum and Bass brasileiro, mas, com certeza, a sensação de alma lavada ficou pra o DJ Bassick também.

Falando da responsabilidade de manter uma festa numa cena que concordamos em dizer que ainda é fraca e emergente, Bassick cita a não-participação de DJs de Drum and Bass como fator, no mínimo, inusitado, e faz um comentário: “Como é a única festa de Drum and Bass, certo seria os DJs do estilo apoiarem, correto? Errado! Não é bem assim que acontece, esse é um dos receios.” Para ele, não faz sentido o investimento que se faz em tracks, discos e equipamentos para que não haja onde tocar ou festa onde dançar e conclui: “Qualquer cenário cresce quando tem pessoas pensando em conjunto, ok? E para que isso aconteça, as pessoas têm que pensar mais na MÚSICA. As pessoas têm que trabalhar com um único intuito: A MÚSICA. se vc pensar na musica, o resto vem como resposta.”


Quando partimos para a matemática, a resposta vem rapidamente! A lotação da Boomerangue é de 200 pessoas, 190 é a média de público e 220 foi o recorde da Jump Up, em Julho deste ano. Sendo que em Julho do ano passado, 210 lotaram a festa. Há alguém, além do DJ Mascotto, que é residente, que tenha contribuído de forma especial para o desenvolvimento da Jump Up? – pergunto. Manoela Carvalho e Fernanda Amorim, juntamente com o DJ Toshiro (antes amigo que DJ), contribuem de forma proativa, “de uma maneira que você não tem noção” – afirma.

Dos cinco anos que Bassick tem como DJ, 1 pertence à história da Jump Up. Entre nomes amigos o DJ destaca Mauro Telefunksoul como inspiração maior. A figura de um padrinho não existiu na carreira dele, mas inspiração e apoio não faltaram. Sempre com muita vontade e dedicação. Mesmo tendo encontrado ajuda de outros DJs e da amiga e produtora Bianca Prudente, o DJ deixa claro que não se pode esperar nada de ninguém e buscou sempre atingir os seus objetivos sozinho.

Encerrando no mesmo entusiasmo em que começamos, pergunto se ele deseja deixar alguma mensagem, algo direcionado ao público de Drum and Bass ou aos leitores do IE, e ele manda ver:

“Não achem que manter uma festa mensal como a Jump Up são mil maravilhas. É ralação, é dor de cabeça. É sofrer psicologicamente e financeiramente! Portanto, a galera que gosta do estilo e que quer tocar o estilo, que apoiem para a gente manter este sonho vivo!”

Como não existe possibilidade de este sonho acabar, pelo menos não por enquanto, Bassick convida Bungle, grande nome do DB nacional. Entre parcerias de produção com o DJ Marky e turnês pela Europa, o jovem DJ de São Paulo marca presença nas listas de recordes de vendas em sites de download e acaba de confirmar a turnê pelo Japão, de onde sairá direto para a 15ª edição da Jump Up que acontece dia 12 de setembro na Boomerangue.


“Big Up !”


Júlia Galvão (Gema Carioca Consultoria)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

RESENHA CITY OF TRANCE Vol.5


No último sábado aconteceu a quinta edição da City Of Trance. Como já era de se esperar, a vibração tomou conta da festa que passou mais de 1 mês sem ter uma edição.

A noite começou com um set elétrico de Mascotto que fez um passeio entre o Breakbeat e o Drum N Bass. Ressaltaremos a transição do "Breakz" para o "Drum" que foi fantástica e arrancou gritos da pista. Mascotto finalizou o set tocando alguns clássicos da vertente, levando o público presente ao delírio e entregando a Enrico uma pista animada.

Por volta da 1:30 da madrugada Enrico Masiero abre um dos seus melhores sets na City Of Trance. O "Golden Boy", como o público o chama carinhosamente, tocou um set mais na linha progressiva explorando graves mais intensos mantendo a característica "evolutiva" da noite e realizando uma mixagem impecável que gerou um dos picos da noite e o momento que a pista esteve mais cheia.

Após Enrico Masiero entra o "menino" Klauss que havia prometido um set pesado e diferente do tocado na Dance 4 Life. Klauss simplesmente fez um dos melhores sets de todas as edições da City Of Trance. Em alta madrugada, quase 4h da manhã, o público pulava, gritava e "chorava" ao som do jovem DJ paulista. Às 4h30min ele encerra o set entregando para Fernando Petersen uma pista fervendo.

Fernando Petersen começa o "mini-after" para os ainda presente na casa mandando uns progressivos. Do meio do set para o final o set já estava eufórico novamente quando às 6h se dá por encerrada uma das festas mais esperadas pelo público Trance da cidade.

A produção da City Of Trance promete outra festa para 26 de setembro no mesmo local (Boomerangue) e dessa fez trazendo um versus dos DJs Enrico Masiero e Santz (residente da Madrre).


M. Fernando

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O IMPÉRIO DAS RAVES

Esse documentário saiu a um tempo atrás e, embora tenha feito algumas generalizações que serão esclarecidas futuramente nesse Blog, é um documentário muito bom.
Você que é DJ, promoter ou conhecedor da cena, dê sua contribuição deixando críticas aos vídeos. Você que ainda está conhecendo o "mundo eletrônico" nos diga o que achou.

Creditos: Site Raves


PARTE 01



PARTE 02

domingo, 24 de agosto de 2008

RESENHA IAN CAREY - 23/08


Antes de começar a resenhar sobre o sábado de Ian Carey na Madrre, quero (e preciso) comentar com vocês o que é uma resenha. Tentarei ser breve: resenha é um tipo de texto que tem como objetivo principal apontar características comuns entre o objeto que está sendo resenhado e os demais objetos do gênero – é dizer: resenhar sobre uma festa é compará-la com outras semelhantes, abordar o comportamento do público na festa em questão e nas demais, estabelecer relação entre o set que o DJ fez na data que está sendo comentada e o set que nós já conhecíamos de download ou sobre o que diz o release. Por fim, o mais importante: é um texto que nos permite opinar, portanto minha opinião constará aqui e não me esforçarei pra que tudo seja implícito... sobretudo porque, enfim, resenharei sobre uma noite de House Music!

Acredito que uma entre dez pessoas que foram à Madrre ontem, esperava algo mais que uma noite onde o hit Keep On Rising fosse executado várias vezes com o diferencial de ter o produtor diante da pista que repetia o refrão quando ele diminuía o volume. Eu era uma delas. Conhecer um pouco mais do que o último sucesso que ele emplacou nos “Top Tudo” foi a base dessa expectativa. Sabia que se tratava de um americano (hoje, vivendo na Espanha) – filho de músicos, ex-integrante de uma banda de escola, na qual tocava bateria e “flechado” pela House Music no período em que trabalhou em uma loja de compra/venda/troca de músicas, um pouco depois de ter começado a se dedicar à discotecagem - tendo como influência os amigos que tocavam Hip Hop, o que naturalmente, fez com que ele se interessasse pelo mesmo.

Tinha certeza que podia esperar mais do cara que, dois anos atrás, havia estourado com Say What You Want, entre tantas outras que não alcançaram o mesmo lugar nos “Top Top Top”. Ian Carey possui inúmeros (inúmeros mesmo, não vou contar!) releases lançados por vários selos mundo afora e a impressão que tenho é que, assim que é lançada uma produção, as pessoas se degladiam para lançar remixes e mais remixes, o que garante uma outra TOP posição para o DJ, um número absurdo de downloads e, consequentemente, FAMA, meus caros.

O saldo da minha curiosidade foi uma conversinha de “cantinho de backstage” com a estrela da noite de sábado.:

Já esteve no Brasil antes?
Sim. Me lembro de ter passado por São Paulo, Curitiba, Brasília (e demonstra dificuldade para pronunciar Goiânia, mas é salvo pelo booker que confirma: “Goiânia também.”)

E o que você me diz do público brasileiro? É muito diferente?
Hum... é bom! Depende muito de club para club, na verdade. A diferença maior não está no país, senão nos clubes.

Algo especial para essa noite?
Sim, sempre. Sempre que vou tocar passo o dia anterior preparando o repertório.

Quanto a “Keep On Rising”, você esperava esse sucesso?
Sim!!! (risadas coletivas)

Me conte um pouco do seu início de carreira...
Bom... eu sempre estudei muito. Me interessei e passei grande parte do meu tempo me dedicando à isso. Acho que tem que ser assim, estudar muito, conhecer o que você faz como um todo... saber das novidades tecnológicas também. Tem gente que as utiliza, tem gente que não... Mas é importante conhecer. Assim, dá certo.

Alguma passagem especial desse tempo?
(risos) Me lembro de ficar de olho na internet... os downloads de set/track, o que comentavam... Me prendia muito à isso.

Bom... Posso dizer que no Brasil a House Music é muito mais fácil de ser vendida. É sempre muito bem aceita e, até pela abrangência da vertente, que é capaz de atender à uma grande parcela de público, acaba parecendo “fácil” ser DJ de House porque o sucesso é (QUASE) garantido. Essa realidade se aplica aos outros países por onde você passou ou, de fato, existe um espaço maior para o conceitual, para o novo ou para outras vertentes da música eletrônica?
Hum... é a mesma coisa. Há público para tudo. Na verdade, não há uma enorme diferença entre o Brasil e os outros países. Na Europa e na América o que agrada é o comercial. Há espaço para tudo, como disse. Inclusive o Minimal que está se mostrando cada vez mais.
Mas House Music é House Music…

Então… não é verdade dizer que o conceitual tem seu lugar ao Sol...
(com um sorriso de canto de boca que mais parece dizer “quem disse isso?”)
NO!

Encerro a entrevista e minutos depois ele abre o set com Keep On Rising. Passou pelo Electro (um pouco pesado), por conta de ter pego uma pista fervendo depois do Warm Up de Progressive do DJ Enrico Masiero. Em seguida um pouco de Club House, mais Electro (agora bastante comercial) e Tribal! Soube levar a pista do início ao fim do set, tinha a fórumla do sucesso em um papelzinho que carregava junto ao modesto case de CD’s. Hits como Let Me Think About It, Rise Up, uma versão fantástica de Born Slippy levaram a pista à loucura com gritos ensurdecedores, assovios mais altos ainda e mãozinhas pra cima. Ele, muito sério, esboçava um sorriso e não se surpreendia com a reação do público... como se tivesse certeza do quanto é bom no que faz.

O sábado de Ian Carey parecia ser um repeteco mais enérgico da noite de Milk & Sugar: House Music para uma galera que passa longe de saber de onde veio a vertente, mas reconhece os hinos e nos deixa concluir que trazer grandes nomes à Salvador, vale à pena. Músicas boas, músicas não tão boas, mas a idéia é a mesma: a pista de um dos melhores clubes de Salvador sempre tem oportunidade de ter contato com os maiores (atuais) ícones da música eletrônica mundial e a reação do público deixa claro que as Super Stars que pisam naquele palco merecem o título.

Antes do mais esperado, o mais respeitado. Enrico Masiero abriu a noite com um Warm Up dígno dos aplausos que recebeu ao passar a pista para o Houseiro. Com o intuito de difundir o Trance e, de maneira geral, a música eletrônica, o careca mais simpático de Salvador vem mostrando que confiança e boa vontade nunca são demais e, ao mesmo tempo que apóia projetos como a Dance 4 Loife, abraça e aposta em novos talentos como é o caso de Fernando Petersen (que participou do After de sábado) e do Informe Eletrônico, que contou com total apoio do DJ.

Antes de terminar o texto (mas já terminada a resenha), preciso deixar um Super Obrigada ao já citado Enrico Masiero, em nome da equipe do Informe Eletrônico. Gracias, Golden Boy, muito mais pela confiança que você deposita na gente do que pelo simples fato de ter nos servido de influência tão útil no sábado.

Júlia Galvão (Gema Carioca Consultoria - http://www.gemacariocamusic.blogspot.com/)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

RESENHA JUMP UP - 16/08

JUMP UP Vol.14


A Jump Up do último sábado - que trouxe, além dos residentes mensais, os DJ’s Cacá e Gabão, entra para a lista das melhores. Talvez não pelo set (sempre) enérgico do DJ Bassick, ou pela inovação do DJ Gabão em seu primeiro set 100% Breakbeat... Ou pelo set de Mascotto, um pouco mais pesado do que de costume, mas sempre muito coeso e contagiante; ou, ainda, o carisma do DJ Cacá, para muitos, novidade.

Então, ao meu ver, além de ser marcada pelo sucesso dos residentes, pela energia dos convidados ou pela vibe típica da Jump Up, a noite foi especial pelo público presente e, sobretudo, pelas “figurinhas” registradas de sempre. É sempre muito notório o fato de que alguns vão e voltam à Jump Up, outros estão em todas as edições, outros são novos, mas há sempre uma parcela de público fidelíssima.

Observando com olhos de quem tinha que fazer uma resenha no dia seguinte, pude perceber pontos relevantes, à exemplo do fato de a casa estar lotada antes da 1 da manhã e a naturalidade com que o DJ Bassick, residente e idealizador do projeto, leva a festa, de modo a não forçar ordem de Line Up ou ordem de execução de tracks em seu set.

O público, que deixa claro as suas preferências, esteve presente do início ao fim da festa. Quando digo “preferências”, me refiro ao movimento da pista na troca dos DJ’s. Embora ninguém desmereça o trabalho de um DJ ou de outro, o público do set de Mascotto é sempre fiel, assim com o público de Bassick está sempre lá, independente do horário do set. Sábado não foi diferente, sempre muito fácil notar pessoas que estão em determinado lugar da pista na hora de uma música específica, de um dado momento da noite. A palavra ideal seria intimidade. Todos, tanto DJ’s quanto público, parecem muito acostumados àquela festa.

O saldo de talento aliado ao profissionalismo dos meninos, Mascotto e Bassick, é uma festa que perdura há mais de um ano, um sucesso de público a cada edição, a passagem de nomes como Andy, Theego, Lovsta, Fabio Kura, Lucky MC, Weirdo, Freeky, Patife, Mauro Telefunksoul, Roots e, por fim, a certeza de que o Drum & Bass soteropolitano está muito bem representado.

Dando segmento ao sucesso de sempre, a próxima edição da festa recebe Bungle, grande nome do DB nacional. Entre parcerias de produção com o DJ Marky e turnês pela Europa, o jovem DJ de São Paulo marca presença nas listas de recordes de vendas em sites de download e acaba de confirmar a turnê pelo Japão, de onde sairá direto para a 15ª edição da Jump Up.

Júlia Galvão (Gema Carioca)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

PRINCIPAIS DJS ATUANTES EM SALVADOR


#Trance#
Enrico Masiero (http://www.myspace.com/djenricomasiero)
Fernando Petersen (http://www.fernandopetersen.blogspot.com/)

#Drum N Bass/Breakbeat#
Bassick (www.myspace.com/djbassickdnb)
Mascotto (www.myspace.com/djmascotto)
Roots (http://www.myspace.com/djroots)
Mauro Telefunksoul (www.myspace.com/maurotelefunksoul)
Magone (http://www.myspace.com/magonedigital)
Dabeat
Gug
Toshiro
Dfrence
Naysha
Edy Scratch

#House#
Oliver Jack (www.myspace.com/djoliverjack)
Santz (www.myspace.com/djsantzbrazil)
Hugo Haus (www.myspace.com/djhugohaus)
AJ Perez
Anne Louise (http://www.myspace.com/djannelouise)
Gustavo Sann (http://www.myspace.com/gustavosann)
Môpa
Chiquinho
Andre Ycing
Adriana Prates
Gabão
André Urso
Angelis Sanctus
JRS
Edilson
Jr. Fat
Alan Sacred
Hércules
Edu Villaça
Edson
Eraldo
Pierre
Cristian
Cacá
Leo Prudente (http://www.myspace.com/djleoprudente)
Jota Caldas
Renato Amorin
Divas Deluxe
Pinguim (http://www.myspace.com/deejaypinguim)
Rafael Gouveia

#Psy#
Nazca (www.myspace.com/dj_nazca)
Xcamas (www.myspace.com/xcamas)
Magu (www.myspace.com/djmagu)
Divinori (http://www.myspace.com/divinori)
Bone
ETS
Lunae (http://www.myspace.com/djlunae)
Tai Jennewein (http://www.myspace.com/taijennewein)
Karielle (http://www.myspace.com/djkarielle)
Pinguim (http://www.myspace.com/deejaypinguim)
Samurai Psymaster
Urutal
Dexter
Demectron (www.myspace.com/djdemectron)
Humildes ( http://www.myspace.com/djhumildes)
Batchera
Simari (http://www.myspace.com/djsimari)

#Black Music#
Paty Rios
Leandro
Big T.

#Techno/Minimal#
Santz (www.myspace.com/djsantzbrazil)
Demectron (www.myspace.com/demectronminimalset)
Léo Martinez
João Loop
Magone (www.myspace.com/magonedigital)
Caio Carvalho (www.myspace.com/caiocarv)
Etan Shake (www.myspace.com/djetan)
Léo Ferreira

#Dub/Dubstep#
Lord Breu

#Old School#
Wilson

#Freestyle#
Amilton
Filé
Itamix
Genilton
Bob