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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Pista de Dança Interativa
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
[ENTRVISTA] Dj Vlad
Vlad nos conta suas expectativas e como flui o seu trabalho. Confiram!!
Porque você acha que foi convidado para uma das melhores festas da grade da Off Club?
DJ Vlad:
Em primeiro lugar gostaria de agradecer, de coração, a Adriana, a Márcia e todo o staff pelo convite e espero agradar o público que costuma frequentar a casa.
Acho que todo profissional sempre trabalha para conquistar um espaço. Eu vi através do site e soube através de outros amigos DJs, que foram convidados para tocar na Off, que são talentosos e ótimos profissionais.
Percebi que selecionam muito bem os convidados e espero estar dentro desse padrão e ser merecedor deste convite.
Qual o seu diferencial enquanto profissional de um meio tão vulgarizado, pós-tecnologia, onde sabemos que há muitos "DJs" e bons DJs?
Vlad:
O meu diferencial?
Além da minha técnica, criatividade e carisma eu procuro sempre pesquisar, investir e me aprimorar não só com a música mas também equipamentos (mixers, samples, softwares...).
Por exemplo:
Hoje em dia toco com o Serato ,um software que sincronizado ao notebook abre uma espécie de tocador & biblioteca virtual do qualos DJs podem tocar com 2 discos de vinil ou 2 CDs sem ter que ficar tirando e colocando disco e carregando tanto peso... Para mim isso é investimento profissional!!!
De uma coisa tenho certeza, a cultura de DJ irá crescer e ir muito mais além. Sem DJ não tem festa.
Tocar para o público GLS alguma vez já te rendeu algum tipo de preconceito? Perdeu algum trabalho por isso?
Vlad:
Sim, já sofri um certo preconceito por parte de pessoas que frequentam outros ambientes mas nunca perdi nenhum trabalho ou proposta por causa disso até porque os DJs da cena GLS conseguem tocar em um ambiente H.T mas os DJs destas outras casas não conseguem agradar tanto o público GLS!!
Para os que conhecem o som de Vlad, o que esperar? E para os que não conhecem, discorra brevemente o que você faz no comando de uma pista.
Vlad:
Procuro sempre manter uma boa sintonia entre DJ e público. Acho isso mais do que necessário. As pessoas que conhecem meu som sabem que tenho uma linha bem direcionada para cada hora de set, seja no começo, meio ou final...
No começo de cada set tento absorver o que as pessoas querem escutar entre vocal, house progressivo , tribal house... Tocando e olhando a pista, procuro transmitir que sinto a cada música e mixagem. Danço, bato palmas, tiro a camisa... Procuro deixar o ambiente ainda mais alegre e divertido.
O que você conhece sobre a cena eletrônica de Salvador? À que tipo de comentário você em acesso lá fora?
Vlad:
Para falar a verdade, conheço a cena eletrônica de Salvador através de outros DJs, amigos e comentários muito bons a respeito do público e aceitação de estilos.
Toquei ano passado em uma festa em Salvador mas o público não era tão direcionado quando o da Off.
Considerando toda a sua carreira, qual foi o momento mais difícil e qual o mais gratificante até hoje?
Vlad:
Ufa... A decisão mais complicada e difícil na minha carreira aconteceu quando fui convidado para ser um dos resisdentes do seleto time de DJs da The Week pois tinha que parar de tocar em outras casas noturnas e em outras festas (Pool Party, Day PArty, After Hours...).
Com toda certeza o mais gratificante para mim em todos estes anos de trabalho é o carinho e o respeito que o público tem por mim. Não só o público de São Paulo mas os de todos os lugares que eu toco em todo o Brasil me recebem e me tratam muito bem!! Não tem dinheiro que pague no mundo isso!!!
Você já se considera realizado profissionalmente?
Vlad:
(emocionando...) Para falar a verdade, a partir do primeiro momento que aprendi a fazer o que sempre sonhei, desde aos 11 anos de idade, e comecei a tocar em uma casa noturna, me considerei realizado.
Quais as suas expectativas em relação ao público da Off Club?
Vlad:
Nossa! As expectativas são as melhores! Todos os DJs que conheço e tocaram na Off falam muito bem em todos os sentidos e ainda brincam comigo: "Vlad, lá é babado! Adorei a casa de sua terra..." (risos)
A DJ Grá Ferreira, minha companheira de cabine na The week exclamou: "Vlad, você vai adorar lá, gato!!!". Então tenho certeza que tudo isso irá se concretizar e vou ser muito bem tratado e recebido.
Qual dos atuais é o seu melhor set? Qual voce sugeriria para que o público soteropolitano começasse a entender o som do DJ Vlad?
Vlad:
Bem... O meu último set que se encontra disponível em meu site fiz exclusivamente para um CD promocional da festa da Lili (Brasília), da qual sou residente, uma vez por mês, quando sou liberado pela The Week.
Mixei algumas músicas conhecidas do público GLS juntamente com uma pitada de meu estilo mas para entender um pouco do meu som, procuro tocar sempre nos meus sets músicas alegres com uma linha de groove bastante dançante que passeia dentro das vertentes do House Music tipo tribal, progressivo, house vocal, iberican, electro... Na verdade uma boa música!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Tribe divulga line-up e clipe oficial dos 8 anos!!
A contagem regressiva para a celebração do aniversário de 8 anos da Tribe já começou. Nestes anos, mais de 300 mil pessoas estiveram presentes em mais de 40 edições da festa em todo o país. Uma celebração capaz de mover multidões de apaixonados e de escrever capítulos importantes no desenvolvimento da cultura eletrônica nacional. E para já ir entrando no clima, a organização da festa divulgou o clipe oficial da Tribe 8 Anos.Para assistir clique na imagem!

DJ Magu (www.djmagu.blogspot.com)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Resenha Mega City Of Trance (11/10)
O evento titulado de "Mega" fez jus ao nome dado nos quesitos vibração, euforia, interação, atrações, qualidade dos set's e decoração mas em público acabou não sendo. Destaco a iluminação que na edição se fez presente e estava muito bonita.
O evento, mesmo estando relativamente fraco, teve uma qualidade e profissionalismo dos "comandantes" que souberam dominar e extrair sorrisos e "transes" dos presentes.
Enrico Masiero abre a noite com "Big Sky" e uma iluminação de palco empolgante. Seu set "crescente" chegou ao pico quando o mesmo tocou Adagio For String (um clássico Trance) impedindo a galera de ficar parada.
O convidado do noite, DJ Jack de São Paulo, abriu seu set por volta das 2h da manhã e, num set perfeito, demonstrou sua técnica e habilidade com a pista provando o porque do título de um dos melhores de Brasil e o motivo de ser tão requisitado. Num set de mais de 1h, passeou entre musicas conhecidas e produções próprias fazendo os presentes balançarem do início ao fim.
Após Jack, Santz entra na sua linha bem viajante e pesada. Um set marcado por timbres fortes e graves aguçado. O público que já começara a voltar para casa, se segurou um pouco mais na casa para prestigiar o set do DJ residente da casa.
O after que rolaria após a Mega City Of Trance e que já mostrara ameaçado no início da noite não aconteceu. Fernando Petersen, o DJ que faria o After Madrre, antecipou sua apresentação e fez um set na linha Uplifting encerrando a noite.
Bandeiras e alegria que são cartas marcadas nas edições da City Of Trance e nessa última não poderia ter faltado. Os amantes fizeram seu papel na pista apoiando e prestigiando os DJs da vertente em Salvador.
domingo, 12 de outubro de 2008
Resenha Aniversário da Off Club com Gra Ferreira (10/10)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Who's Jack?!

DJ e produtor, Jack começou sua carreira a 14 anos. Em 2000 foi finalista do primeiro capeonato brasileiro de DJs (Space Jungle – Hypnotic) e em 2004 foi um dos 12 brasileiros classificados para o campeonato mundial de DJs promovidos pela Heineken no Brasil. Já foi convidado para ser residente do projeto Supernova realizado no Club Lov.e já tocou ao lado de nomes como Armin Van Buuren, Marcel Woods, George Acosta, dentre outros.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Resenha After Madrre (04/10)

Em sua estréia, começando por volta das 5h da manhã, Enrico Masiero abriu a pista num set crescente em bpm. Começou em "low bpm" com timbragens fortes e subiu atingindo um pico quando a pista elouquecida gritava a acompanhava as partes mais melódicas do Trance. Despois o set voltou a baixar e preparar a entrada de Santz que começou "pancando" a cabeça da galera.
Por volta das 6h30min Santz abre seu set na linha minimal e o público não arredava o pé, mesmo sendo dia de eleição. A impressão que se tinha era que quanto mais o tempo passava, mais as pessoas tinham vontade de ficar mesmo muitos estando na casa desde a festa anterior (Gui Boratto).
Sábado que vem tem mais! Dessa vez após a Mega City Of Trance e com a participação do novato Fernando Petersen e os residentes Santz e Enrico Masiero.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Resenha Gui Boratto (04/10)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008
[ENTREVISTA] Gra Ferreira

A Graciane Ferreira dos Santos a.k.a DJ Gra Ferreira passou sua infância na periferia da capital e adolescência no interior. Batalhadora, trabalhou no interior em Saúde Pública e foi modelo por um tempo em São Paulo. Hoje é residente de uma casa noturna em São Paulo (The Week) e é saudada por milhares de pessoas, especialmente o público GLS.
A DJ cedeu ao Informe Eletrônico uma entrevista nos contando o porque de ter virado DJ, se teve dificuldade, as vantagens de ser mulher e um pouco do seu trabalho:
Informe Eletrônico:
Quando você decidiu ser DJ e por quê?
Gra Ferreira:
Na verdade, nunca havia pensado em ser DJ...mas depois que comecei a trabalhar na noite, no caso a The Week, depois do meu horário de porta, ia direto prá pista prá ver os djs da casa (João Neto, Renato Cecin e Pacheco) e ficava maravilhada com o que eles faziam e a partir daí, comecei a me interssar por música e pela profissão, mas a decisão de começar a tocar veio muito tempo depois e com o incentivo do Marcelu Ferraz, meu companheiro de porta e amigo há mais de 8 anos. O começo, como o de todo mundo, foi difícil, mas aos poucos fui aprendendo mais, me aperfeiçoando mais e conhecendo mais o mundo de música eletrônica. Hoje amo o que faço e agradeço todas as oportunidades que tive de chegar onde estou mas mesmo assim ainda é começo, falta muito para aprender ainda!
I.E:
A sua pesquisa é baseada em quê?
Gra Ferreira:
Meus sets são construídos com base no eletro e tribal, portanto procuro sempre pesquisar coisas atuais, remixes antigos repaginados, músicas que tenham a vibe lá em cima, pois é isso que gosto de ver...a pista fervendo numa vibe ótima, independente de estar fazendo um set "leve" ou "pesado".
A Gra Ferreira fará uma apresentação na OFF CLUB dia 10 de Outubro em comemoração do 9º Aniversário da casa às 23h30min. Ao seu lado, no comando dos decks, estarão os DJs André e Marcinha. A entrada custará R$20,00 mas os interessados podem preencher um formulário no site http://www.offclub.com.br/ e adquirir um desconto para pagar apenas R$15,00.
Júlia Galvão (Gema Carioca Music) e M Fernando
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Salvador Agora Tem Um AFTER
Segue a programação de OUTUBRO:

A idéia é convidar DJ's locais conceituados na cena da e-music baiana e alguns nomes da nova geração que vem ganhando destaque. A cada 15 dias, teremos um DJ convidado de diferentes vertentes: Minimal , Progressive , House , Electro , Trance , Breakz...
Mas lembrando que TODO Sábado o After acontece com os DJ's SANTZ e ENRICO MASIERO.
O AFTER terá início as 4h da manhã de cada sábado , e não terá hora para acabar. Os clientes que estiverem na casa , poderão curtir o AFTER MADRRE, e aos clientes que chegarem as 4h, pagarão apenas R$10 de entrada.
Esperamos assim, fazer com que suas manhãs de Domingo sejam mais alegres e com muita Música Eletrônica.
[NOTÍCIA]Bob Sinclair em Salvador

Erratas publicada 12/11/08:
Agradecemos a colaboração e a compreensão!
Informe Eletronico!
13/11
Mais Informeções:
http://informeeletronico.blogspot.com/2008/11/confirmado-bob-sinclar-no-bahia-caf.html
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Resenha City Of trance Vol.6 (26/10)
Resenha Fever Lab Party (27/10)
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Encontro de Malabares, Arte e Cultura
Este é o sexto Encontro neste formato atual e é a partir desta edição que ganha o nome "Encontro de Malabares, Arte e Cultura", visto que a diversificada presença das linguagens artísticas no evento transcendeu a proposta inicial. A programação dos Encontros possui espaços para apresentações de malabares, circo, teatro, dança, música e poesia, pintura em rosto e em tecido para crianças e adultos, oficinas, vendas de malabares e treino de malabarismo e pirofagia.
Hoje, o projeto possui os objetivos de fomentar a prática do malabarismo em Salvador e a troca de conhecimento entre os artistas e simpatizantes, estimular a produção e a valorização da arte de rua e proporcionar à comunidade o acesso à cultura e arte, tanto como espectadores quanto atuantes.
O evento não possui fins lucrativos
e a Malabares Mágicos não possui qualquer tipo de apoio para realização do projeto. Os custos são inicialmente cobertos pela equipe, o que impossibilita uma maior frequência das suas edições (são realizados Encontros bimestrais ou trimestrais) e melhoras na sua infra-estrutura, como a necessária implantação de banheiros químicos (solicitados e até então negados pela Prefeitura de Salvador).O próximo Encontro de Malabares, Arte e Cultura acontecerá neste sábado dia 27 de Setembro na praça da Rua Osvaldo Cruz (Rio Vermelho) com apresentações de bandas, djs, palhaços, mágico, acrobacia, tecido e malabares, oficinas de malabares e alongamento, pintura em rosto e em tecido, vendas de comidas, bebidas, roupas e malabares, muita arte, cultura e fogo!Estão todos convidados!
Em Raves, mais especificamente festas de Psy a céu aberto, é muito comum ver esse tipo de arte que dá um "toque especial" nas festas. Acreditamos até que o aumento de interesse na arte circense tenha ocorrido devido a popularização das Raves na cidade. Em eventos de local fechado(boites) é menos comum a presença de malabares mas ainda assim não é tão raro encontrar pessoas "brincando" com seu "equipamento de arte" entre as 4 paredes de uma boite.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Programação da Off Club (Outubro)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Conheça um pouco sobre GOA!
Para quem nunca ouviu falar, Goa é um território autônomo no oeste da India, governado pelo monarca Raja Ram desde meados dos anos 80. Aficcionados por catuaba selvagem e bicicletas, sua população é composta por 90% de imigrantes vindos de todas as partes do mundo, que ali chegaram em busca de uma vida melhor e dos ensinamentos do profeta Goa Gil.
A economia de Goa é baseada na produção e exportação de óculos escuros, cartucheiras, malabares, pirulitos e tecidos com pinturas fluorescentes. A indústria de Goa também é referência mundial no desenvolvimento de tecnologia para mixers e CDJs.
No vídeo de hoje, vocês podem conferir os habitantes típicos da região, desenvolvendo suas atividades rotineiras em uma típica tarde de sexta-feira.
* Escrito ao som de Raja Ram
** Para saber mais sobre Goa, visite a Wikipedia
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Resenha Parada Gay (14/09 - Cp° Grande)
O DJ Oliver Jack abre o set com Rise Up, dando a entender que esta música seria, ao longo das sete horas de percurso, a música da Parada Gay de Salvador. Muito Tribal, um Electro aqui, outro acolá e tanta Club House que o que mais se via eram sorrisos no percurso.
Se gostar de música eletrônica é fácil, o cidadão baiano mostrou que dançar é mais fácil ainda. Oliver Jack entrega a enorme “pista” para o DJ Santz, que segue a linha Electro e Tribal, sem deixar muita opção para quem estava no trio, senão dançar. Minutos depois Anne Louise, que, juntamente com Marcinha Cidreira, deu um toque feminino ao trio da Off Club, abre seu set marcado pelos hits, inclusive Rise Up... Tribal? Sim, obrigada, era a preferência indiscutível do público.
Depois de Marcinha, o esperado Paulinho Agulhari. “Daquele jeito” é a expressão perfeita para definir o som do rapaz agregado ao resultado produzido pelo mesmo: pessoas ensandecidas pulando em cima e embaixo do trio elétrico.
Durante todo o percurso, Gogo boys dançavam e arrancavam gritos do público. Destaque para a Drag Pink, que animou o trio ao longo das duas avenidas. Debaixo do sol ou da luz do laser, a moça “bateu cabelo” e sorriu, garantindo o brilho e uma característica ainda mais clubber para o trio da boate Off Club.
Após todos os DJ’s convidados, o residente da boate, André Ycing, fez as honras da casa e transformou, mais uma vez, a parada em carnaval. A Multidão incansável acompanhou cada minuto do restante do percurso e se negou a largar o trio enquanto as batidas ecoavam.
Orgulho, sem dúvida, é a palavra da Parada Gay. Seja para a comunidade homossexual de Salvador, seja para o público amante da música eletrônica. E a bandeira da Paz que a Off Club levou durante todo o percurso deu mais que certo: quase meio milhão de pessoas dançando e elevando ainda mais o objetivo do trio da casa na 7ª Pride Salvador.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Resenha Pride In Off (13/09 - Off Club)
Acompanhado pelo público eufórico que atendia aos pedidos de palmas, Agulhari marcou a noite especial que antecedia o domingo mais esperado pelo público da boate Off Club – não sem antes termos tido uma conversinha rápida, onde ele comentou sobre a passagem por Salvador em 2006 (onde fez a apresentação da Pride in Off e Trio da Off na Parada Gay) e confessa que adorou. Quanto às produções exclusivas do seu case, o DJ se posiciona: “Há muita gente boa produzindo, mas eu ainda me mantenho apenas mixando. Há modas a serem seguidas no mundo da música eletrônica e, no momento, o negócio é produzir. Eu, por enquanto, ainda não me vejo preparado”.
E por falar em preparo, o que você nos conta sobre os profissionais e “profissionais” que existem numa cena tão ampla como a paulistana? – pergunto. O DJ esbanja um sorriso tranqüilo de quem tem 32 anos de idade e toca há 20 e comenta: “É sempre complicado para quem tem mais experiência e realmente se empenha nisso, mas o mercado sabe selecionar bem quem é DJ e quem não é...” – comentários negativos a parte, saio do assunto chato e pergunto animadíssima: “Expectativas?” Paulo comenta de tudo que viveu em 2006, fala da receptividade do público baiano (o que vê como causa maior de o carnaval de Salvador vir contando com cada vez mais DJ’s em trios e camarotes) e termina: “Estou muito feliz em voltar e espero que seja tão bom quanto...” – foi quando comentou sobre as produções nacionais que trazia no case e as tantas novidades prometidas e lançadas no pistão da Off Club.
Por falar em case, destaque para o gigantesco case de Paulinho Agulhari... E não tenho como explicar o tamanho. Quem viu, certamente ouviu e entendeu por quê. A noite ainda contou com o Warm Up 100% Electro do DJ Gustavo Sann e com o set do residente André Ycing.
Júlia Galvão (Gema Carioca Music)
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Parceria Oxente Salvador

O Informe Eletrônico acaba de fechar uma parceria com o portal Oxente Salvador. Nossa equipe agora ficará responsável pela atualização da sessão eletrônica do canal "Baladas" do portal que vem crescendo dia pós dia.
No portal vocês encontrarão a agenda e chamadas para as nossas matérias com a qualidade Informe Eletrônico. Não deixem de visitar nosso site, nossa comundidade do orkut para ficar mais integrado e adicione nosso perfil para receber os Informe Semanais por scrap!
É o Informe Eletrônico sempre em busca de difundir a música eletrônica na capital baiana!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Jump Up de A à Z

“Por carência!” Revela. Não se trata de chegar ao extremo e dizer que em Salvador não havia festas de Drum and Bass na época. Há um ano, mais precisamente. Trata-se apenas do bom senso de perceber que a cidade não oferecia festas de batidas quebradas que bastassem para os DJs e amantes. “...ja tinham acontecido festas como a DB pelo Pragatecno. Rolava no Havana, era muito bom.. aconteceram algumas edições... Mauro também tinha uma festa chamada D-breaks, que era no clube de engenharia. As festas eram muito boas, só que não estavam mais acontecendo!” – Que bom! A nação Drum and Bass agradece. Sim, a nação Drum and Bass a.k.a Brasil: a Jump Up rompeu fronteiras e, graças ao trabalho sólido e árduo de Bassick, a festa já é nacionalmente conhecida, tendo apresentado nomes como Patife, Andy, Lovsta, Poeck, Lui J, Chris DB, Lucky MC, entre outros – tendo sido, muitos deles, integrantes de Line Up de grandes eventos, como o Skol Beats.
Desenvolvendo cada edição, a festa se consagrou e o DJ Bassick conseguiu parceria com a DJ Sound, Essential Mag e D ‘n B Online (que acompanha resenhas da festa desde a primeira edição), e chamou atenção para veículos como o jornal de maior circulação em Salvador e programas regionais como o Soterópolis, que teve a Jump Up como matéria foco e uma de suas edições. Contando com review e fotos a cada edição, a festa ganhou conhecedores e admiradores em todo o país – fruto de muito trabalho e investimento do idealizador, sempre preocupado em agregar conhecimento e ampliar a visão dos admiradores locais, trazendo os nomes já citados para a realização das festas. Esse resultado é o melhor que se pode ter, é o que ele cita como melhor acontecimento na história da Jump Up. O fato de ter atingido olhares de fora para o seu projeto não é do que ele mais orgulha, até porque outras festas conseguiram o mesmo, mas fazer com que isso aconteça edição pós edição e saber que a Jump Up tem público fiel dentro e fora do estado é o que mais vale à pena: “a maior dificuldade não está em comprar um carro, o difícil é mantê-lo” relaciona.
A festa que nasceu de uma necessidade do DJ – “juntei a carência com a vontade de fortalecer a cena” – também coleciona passagens de “friozinho na barriga”. Muito descontraído, Bassick nos conta do dia em que esperou o DJ 3ix durante três horas no aeroporto, em plena madrugada, e ele não chegou... Só a título de informação: até hoje não se tem notícia. Comenta da passagem do Andy, que, graças ao atraso do seu vôo, chegou em cima da hora da apresentação – “essa você pode acrescentar nos medos!!!” – e finaliza dizendo que são esses momentos de frio na barriga que fazem com que ele se sinta na primeira vez, a cada edição. Lembra, ainda, do comentário do DJ Patife ao acabar seu set em uma das edições de 2008, “sabe quando vocês se sente de alma lavada?” – foi dito pela estrela do Drum and Bass brasileiro, mas, com certeza, a sensação de alma lavada ficou pra o DJ Bassick também.
Falando da responsabilidade de manter uma festa numa cena que concordamos em dizer que ainda é fraca e emergente, Bassick cita a não-participação de DJs de Drum and Bass como fator, no mínimo, inusitado, e faz um comentário: “Como é a única festa de Drum and Bass, certo seria os DJs do estilo apoiarem, correto? Errado! Não é bem assim que acontece, esse é um dos receios.” Para ele, não faz sentido o investimento que se faz em tracks, discos e equipamentos para que não haja onde tocar ou festa onde dançar e conclui: “Qualquer cenário cresce quando tem pessoas pensando em conjunto, ok? E para que isso aconteça, as pessoas têm que pensar mais na MÚSICA. As pessoas têm que trabalhar com um único intuito: A MÚSICA. se vc pensar na musica, o resto vem como resposta.”
Quando partimos para a matemática, a resposta vem rapidamente! A lotação da Boomerangue é de 200 pessoas, 190 é a média de público e 220 foi o recorde da Jump Up, em Julho deste ano. Sendo que em Julho do ano passado, 210 lotaram a festa. Há alguém, além do DJ Mascotto, que é residente, que tenha contribuído de forma especial para o desenvolvimento da Jump Up? – pergunto. Manoela Carvalho e Fernanda Amorim, juntamente com o DJ Toshiro (antes amigo que DJ), contribuem de forma proativa, “de uma maneira que você não tem noção” – afirma.
Dos cinco anos que Bassick tem como DJ, 1 pertence à história da Jump Up. Entre nomes amigos o DJ destaca Mauro Telefunksoul como inspiração maior. A figura de um padrinho não existiu na carreira dele, mas inspiração e apoio não faltaram. Sempre com muita vontade e dedicação. Mesmo tendo encontrado ajuda de outros DJs e da amiga e produtora Bianca Prudente, o DJ deixa claro que não se pode esperar nada de ninguém e buscou sempre atingir os seus objetivos sozinho.
Encerrando no mesmo entusiasmo em que começamos, pergunto se ele deseja deixar alguma mensagem, algo direcionado ao público de Drum and Bass ou aos leitores do IE, e ele manda ver:
“Não achem que manter uma festa mensal como a Jump Up são mil maravilhas. É ralação, é dor de cabeça. É sofrer psicologicamente e financeiramente! Portanto, a galera que gosta do estilo e que quer tocar o estilo, que apoiem para a gente manter este sonho vivo!”
Como não existe possibilidade de este sonho acabar, pelo menos não por enquanto, Bassick convida Bungle, grande nome do DB nacional. Entre parcerias de produção com o DJ Marky e turnês pela Europa, o jovem DJ de São Paulo marca presença nas listas de recordes de vendas em sites de download e acaba de confirmar a turnê pelo Japão, de onde sairá direto para a 15ª edição da Jump Up que acontece dia 12 de setembro na Boomerangue.
“Big Up !”
Júlia Galvão (Gema Carioca Consultoria)




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