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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cidade Carente...

por GIBA:
"A cidade, co
nhecida por suas inúmeras festas de segunda a segunda (o verão que o diga), tem épocas de trégua como esta que estamos vivendo. Uma festinha ali, outra aqui, mas para a proporção de música eletrônica por festa na região, sobra quase nada para quem curte as batidas dos djs que costumam agitar as noites e dias da cidade quando temos picos de eventos sensacionais e investimentos que as vezes até nos surpreendem.
Open air, indoor, não importa. A verdade é que para investir em Salvador existe a época da 'colheita', e a preparação para esta colheita deve ser feita agora. Quem se destaca hoje, na época da fartura vai estar sendo citado e cogitado em diversos lugares nos picos que citei agora a pouco. Mas, que picos seriam esses? Claro: verão, carnaval (camarotes, blocos, e mais camarotes)...
Mas, a cidade só se move quando o sol brilha mais quente? Ou o reflexo 'verdinho' deste sol é que faz com que as pessoas se disponibilizem mais "a favor da música eletrônica"?
Se é pela música, faça pela música.

Aos amantes, resta se contentar com os tapa buracos de algumas festinhas..."

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rave não é carnaval!



Vou começar essa matéria fazendo logo uma pergunta:
Qual o verdadeiro espírito de uma Rave?
Se você disse: Paz, alegria, união, diversão e muitas outras coisas que envolve o sentimento de uma rave você acertou, mas parece que isso não é o que todo mundo pensa.

No último sábado dia 06/06 rolou uma das maiores Raves de Salvador a Aurora, e logo depois, claro, começaram as resenhas. Vi muita gente falando que tinha muita patricinha e não dava para "garrar mulher" e blá blá blá... Como eu sempre digo: "Rave não é carnaval, quer garrar várias e pagar de fodão? vaza, porque rave não é o seu lugar!" Claro que, se rolar um clima, um "envolvimento" e o cara saber chegar na menina sem ter que "forçar", ai já é outra coisa. Mas daí o cara ir pra uma rave onde os pontos principais são a liberdade e paz de espírito, e ele querer ficar fazendo isso? Não rola cara, leva tua energia negativa pra longe!

Não é a primeira vez que isso acontece, isso se chama "mau paraquedistas" que vão pra Rave e pensam que estão em outro tipo de festa, que vão ficar "garrando" várias e no final da festa fazer a contagem de quantas beijaram. Não sou contra aos "paraquedistas" porque é sempre bom renovar a cena, mas tem uns que é difícil de engolir e ainda fala muita coisa que não sabe.

Sei que esse assunto já é velho e manjado, mais depois que li umas coisas numa comunidade não podia deixar passar em branco.

Rave é um lugar de fazer novas amizades, reencontrar amigos, fazer novos amores, rave é um lugar onde você é livre pra ser feliz.

Rave, lugar de gente feliz.

DJ Magu

terça-feira, 2 de junho de 2009

20 minutos




Não é tempo suficiente para uma balada, mas foi só o que eu agüentei dentro da Lotus. Aliás, dizer “Lotus” tem tanto peso que eu nem quero aceitar a realidade e unir o nome ao que vi ontem.

O caixa armengado denuncia a recente reforma da casa – aliás, talvez o primeiro de uma série de erros. Conseguiram diminuir o espaço em, pelo menos, 30% a olhos leigos, os meus. Diminuiram também o investimento em comunicação, já que o que se via estampado nas paredes eram flyers, os mesmos que são distribuídos na rua, ou seja, a estrutura – agora precária – não merece sequer um cartaz decente.

Na mesma parede onde sobram grampos expostos (que seguram o tecido que reveste a estrutura do projeto de caixa), existem também os dois quadros onde mora a memória da casa que conhecemos há alguns anos. A Lotus que cobrava um número de três dígitos para as entradas masculinas, que tinha uma real lista VIP e que, naquele tempo, foi considerada “o melhor lugar para dançar”, segundo a revista Veja. Chega a ser triste, ao mesmo tempo que é inacreditável, que aquele club glamouroso com cara de New York que conhecemos há alguns verões, já não existe mais.

Para casar com a estrutura (ou falta de), a decoração brega e de extremo mau gosto. Funcionários com chifrinhos de diabo e corações espalhados pelo teto da casa denunciavam uma mistura de ambiente caloroso e profano – tudo para tentar seguir o tema da festa, que era “Single Party”. Parece até humor negro, mas pretender que uma pessoa encontre alguém interessante num ambiente daquele, chega a ser maldade.

Para não dizer que foi a pior experiência da minha vida, salvam-se o som e os DJ’s. A qualidade do som da boate não está inferior, embora pudesse estar melhor. E os DJ’s... os DJ’s eu sempre defendo! Só por se dedicarem a fazer noite numa cidade como Salvador, eles já merecem o Nobel. Enrico Masiero, numa versão muito mais pop e muito agradável também, e Hugo Haus, residente da casa, electro para dar e vender. Aliás, vender não. Ninguém paga pra entrar na Lotus. Pelo menos isso...